Adolescência rebelde…

“O adolescente rebelde está pedindo amor incondicional. Na verdade, ele não está dando conta do que sente, ele está desesperado. Esse é um amor exigente. Enquanto você está ali dando o seu melhor, ele está jogando pedras. Mas é preciso compreender que esse é o seu material de escola. Você está aprendendo a não se identificar com sua própria criança ferida, a manter sua mente equânime e não aceitar o convite para a guerra. No momento, esse filho é o seu mestre.” Sri Prem Baba

IMG_1048

Acho que é exatamente isso: se você nāo quiser brigar como carneiros, você precisa parar, escutar, recuar e encontrar novas estratégias para ajudar o adolescente a se aceitar (e se cuidar!) com uma doença auto-imune. Neste momento, em meio a crise, você percebe que todos conceitos prontos de como obter resultados adequados não funcionam!

É preciso muita conversa, muita paciência, muita negociação… Sim, negociação! Acreditem: até comprar bons números de glicemia nós compramos! Pagávamos por semana, após conferir os resultados no medidor. Se era uma maneira de conseguirmos saúde para Carol, nós fazíamos. Mas, claro, adolescente em crise não leva seus projetos a longo prazo, então não fomos à bancarrota… hahaha

Quando dinheiro não funcionava mais, números bons viraram passaporte para as saídas nos finais de semana, mas só funcionava conforme a cotação da festa. Bons resultados também foram moeda para uma roupa nova, para o mousse de chocolate ou para aquela viagem de verão com as amigas…

E assim, tudo relacionado ao controles do Diabetes se resumia em pequenas ou grandes negociações. O que até então havia funcionado no dia a dia da educação dos filhos não funcionava com o Diabetes. Queríamos fazer com que ela entendesse que suas ações (nesse caso, a falta de cuidado), além de consequências imediatas, também poderiam trazer complicações a longo prazo. Um diabetes mal cuidado sempre apresenta a conta: uma conta alta, que podia incapacitá-la para os sonhos futuros…

Ajudar a Caroline a vencer a adolescência com Diabetes nos custou muitas preocupações, muitas horas de conversa, muitas lágrimas, muitas negociações, muitas corridas aos hospitais. O desafio foi perceber que os filhos são diferentes, que o que serve para um não necessariamente serve para o outro: aprendemos a ouvir, aprendemos a ceder, a ser flexíveis e discutir questões até então inegociáveis para nós. Percebemos que a tempestade não dura para sempre, assim como a adolescência (ainda bem!). Crescemos como pessoas, como família e amo ver como ela aprendeu a valorizar a vida…

Quando eu te olho…

Esta semana li um texto no blog da Ruth Manus que mexeu demais comigo: “quando eu olho para essa sua carinha“. Mesmo acreditando que ela conseguiu colocar em palavras como me sinto quando estou contigo, tomei a liberdade para alterar algumas palavras. Espero que você entenda como eu me sinto quando…

“Quando eu te olho…”

Quando eu te olho, eu esqueço: esqueço que tem um mundo lá fora cheio de enrosco. Esqueço que amanhã eu acordo cedo. Que hoje eu chego tarde. Esqueço que vai ter um monte de gente no meu dia, que eu nem sequer convidei pra minha vida.

Quando eu te olho eu não vejo quantos anos tem nem que cargo você ocupa. Não vejo tuas manchas na perna, tua cicatriz no joelho, não vejo tua bombinha pendurada pela roupa.

Não vejo teus erros, teu cansaço, tuas fraquezas. Também não lembro da pressa que nos ronda sempre e tanto.

Quando eu te olho, eu vejo que você faz tão bem pra mim. Quando te olho, consigo desligar de tudo: das contas a pagar, das incertezas do tempo, de tanta coisa errada e pendente. Desligo de dúvidas, do trânsito, dos prazos.

Quando te olho não vejo a sobrancelha por fazer, as pintinhas de sol, nem sequer vejo as marcas que você jura ter.

Quando eu te olho eu percebo que o amor está sempre aqui, a gente nem precisa chamá-lo. Sem nem mesmo lembrarmos dele, ele sempre está.

E quando te olho percebo que essa história de te amar faz um bem danado pra vista. E pra vida.

IMG_2987

Feliz dia dos namorados!

 

 

Números do tratamento

Que a principal causa do mau controle glicêmico é a falta de adesão, não é difícil imaginar… Mas saber que os números são tão altos assim, assusta. Espero que você não faça parte desta estatística!

Screen Shot 2015-06-07 at 7.42.18 PM

FreeStyle® Optium Neo

Chegou ao Brasil o FreeStyle® Optium Neo, o primeiro medidor de glicemia touchscreen do país. Trata-se de um lançamento da Abbott, empresa global de cuidados para a saúde. “O novo sistema conta com alta tecnologia, tela touch (sensível ao toque) orientada por ícones, indicadores visuais de tendência de glicose e registro de insulina, tudo isso com design leve e elegante. Além disso, oferece a facilidade da realização do teste de cetonemia (sinal de descompensação) num único dispositivo”, explica Sandro Rodrigues, Country Manager da Divisão de Cuidados para Diabetes da Abbott.

Screen Shot 2015-06-07 at 7.20.15 PM

O FreeStyle® Optium Neo combina facilidade de uso, análise da tendência de glicose e registros de doses de insulina, ajudando a melhorar o controle diário do diabetes. Outra vantagem do sistema é vir equipado com cabo para download do software gratuito FreeStyle® Auto Assist NEO, que ajuda o paciente a gerenciar a doença, dispensando o uso de anotações em papel. “O software facilita o acesso às informações. Basta conectar o aparelho a um computador e gerar, instantaneamente, relatórios completos e fáceis de ler”, conclui Rodrigues. O aparelho também conta com indicadores de hipo e hiperglicemia: caso a seta do produto esteja na cor amarela, apontando para cima, indicará hiperglicemia. Se o aparelho apresentar uma seta vermelha para baixo, ele está em hipoglicemia.

Ainda não testei o produto, mas estou curiosa com as novidades!

 

Página 5 de 45« Primeira...456...10...Última »